Origens
Em 1870, quando o arraial de Bela Flor já se encontrava em desenvolvimento, durante uma missão católica no local, o fazendeiro Joaquim Dias Guimarães doou parte das terras do arraial para a construção de uma capela.
Origem do nome
Para a origem do nome "Guanambi", há duas versões: a primeira versão é que Bela tinha uma filha muito simpática chamada Flor. Era comum durante as cerimônias de Santo Antônio, iniciar as festividades apenas depois que todos beijassem a imagem do santo, a começar pela filha da dona da casa, a bela Flor. Querendo que a festa se iniciasse logo, todos os presentes pediam: “Beija, Flor! Beija, Flor!” Assim, o povo passou a chamar o referido lugar de Beija-flor.
Porém, numa outra versão, a denominação Beija-Flor, dada ao arraial, veio da pequena ave, da espécie colibri, pois o terreno sempre úmido de vazante, contíguo ao local do arraial, permitia a existência de flores silvestres e, em consequência, a presença de muitos beija-flores.
Desse modo, o nome Guanambi é originário do tupi-guarani, das palavras guainumbi, guanumbi, guanambi, que significam beija-flor.
Desenvolvimento urbano, econômico e populacional
Nas duas últimas décadas do século XX, Guanambi apresentou um aumento acentuado na população. No censo populacional de 1970, a cidade contava com uma população de 31 174 habitantes, número que cresceu para 45 420 em 1980, elevando a taxa de urbanização da cidade de 35,9% em 1970 para 54,8% em 1980. Nos últimos trinta anos, a população da cidade quase dobrou, à mesma proporção em que a economia se desenvolveu, tendo o município, em 2010, alcançado a marca de 79,36% de taxa de urbanização, segundo o IBGE. A base da economia da cidade, a princípio, foi do cultivo e beneficiamento do algodão, este produzido na região do Vale do Iuiú, o que fez com que a elite fundiária dessa cultura se estabelecesse em Guanambi, trazendo consigo investimentos na infraestrutura do município, como rodovias, usinas de beneficiamento e o aeroporto, o que contribuiu para o aumento expressivo da população, tendo em vista que essa cidade recebia cada vez mais um contingente populacional diversificado, com pessoas em busca de trabalho na colheita de algodão, e ainda, outras pessoas interessadas em investimentos na cidade ou à trabalho nas usinas beneficiadoras que eram implantadas no local.
Vegetação, clima e hidrografia
Seu clima é basicamente semiárido, com temperatura média anual de 22,6°C. O período da chuva se dá entre os meses de outubro a março. Seu relevo caracteriza-se pela presença do Pediplano Sertanejo, das superfícies dos Gerais e do Planalto do Espinhaço.
Como potencial hidrográfico há o Rio Carnaíba de Dentro e seus riachos afluentes, como o Riacho Belém, que corta o centro da cidade. As principais represas são a de Ceraíma e a barragem do Poço do Magro, além das represas de Mutans (Lagoa d'Água, Taboinha, Lagoa da Espera) e de Morrinhos. A região pertence a bacia hidrográfica do São Francisco e se encontra na área de atuação da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), sendo abastecida pela água do Rio São Francisco trazida pela Adutora do Algodão, implantada em 2012, com iniciativas do Governo Federal
Nenhum comentário:
Postar um comentário