domingo, 20 de março de 2016

Dengue

Resultado de imagem para dengue desenhoDengue é uma doença tropical infecciosa causada pelo vírus da dengue, um arbovírus da família Flaviviridae, gênero Flavivírus e que inclui quatro tipos imunológicos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica que é semelhante à causada pelo sarampo. Em uma pequena proporção de casos, a doença pode evoluir para a dengue hemorrágica com risco de morte, resultando em sangramento, baixos níveis de plaquetas sanguíneas, extravasamento de plasma no sangue ou até diminuição da pressão arterial a níveis perigosamente baixos.
A dengue é transmitida por várias espécies de mosquito do gênero Aedes, principalmente o Aedes aegypti. O vírus tem quatro tipos diferentes e a infecçãopor um deles dá proteção permanente para o mesmo sorotipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três. Um contágio subsequente por algum tipo diferente do vírus aumenta o risco de complicações graves no paciente. Como não há vacina disponível no mercado, a melhor forma de evitar a epidemia é a prevenção, através da redução ou destruição do habitat e da população de mosquitos transmissores e da limitação da exposição a picadas.
A dengue tem como hospedeiros vertebrados o ser humano e outros primatas, mas somente o primeiro apresenta manifestação clínica da infecção e período de viremia de aproximadamente sete dias. Nos demais primatas, a viremia é baixa e de curta duração. Atualmente, a dengue é a arbovirose mais comum que atinge a humanidade, sendo responsável por cerca de 100 milhões de casos/ano em uma população de risco de 2,5 a 3 bilhões de seres humanos.
Resultado de imagem para mosquito da dengue desenho pngO tratamento da dengue é de apoio, com reidratação oral ou intravenosa para os casos leves ou moderados e fluidos intravenosos e transfusão de sangue para os casos mais graves. O número de casos da doença tem aumentado dramaticamente desde os anos 1960, com cerca de 50 a 390 milhões de pessoas infectadas todos os anos. A dengue é endêmica do sudeste asiático e as primeiras descrições da doença datam de 1779, sendo que sua causa viral e seu modo de transmissão foram descobertos no início do século XX. A dengue tornou-se um problema global desde a Segunda Guerra Mundial e é endêmica em mais de 110 países diferentes, principalmente em regiões tropicais de Oceania, África Oriental, Caribe e América. Além de eliminar os mosquitos, pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina e medicação diretamente orientada para esse tipo de vírus são formas de controlar a doenças.

Etimologia

A origem da palavra "dengue" não é clara, mas uma das teorias afirma que o termo é derivado da frase Ka-Dinga pepo, no idioma africano suaíli, que descreve a doença como sendo causada por um "espírito do mal".
Provavelmente, no entanto, o termo dengue é derivado da frase suaíli Ki-Dengu pepo, que descreve os ataques causados por espíritos do mal e, inicialmente, era usada para descrever a enfermidade que acometeu os ingleses durante a epidemia que afetou as Índias Ocidentais Espanholas entre 1927 e 1928. Foi trazida para o continente americano a partir do Velho Mundo, com a colonização no final do século XVIII. Entretanto, não é possível afirmar, pelos registros históricos, que as epidemias foram causadas pelos vírus da dengue, visto que seus sintomas são similares aos de várias outras infecções, em especial, a febre amarela.

História

O vírus da dengue, provavelmente, se originou de vírus que circulavam em primatas não humanos nas proximidades dapenínsula da Malásia. O crescimento populacional aproximou as habitações da região à selva e, assim, mosquitos transmitiram vírus ancestrais de primatas a humanos que, após mutações, originaram os quatro diferentes tipos de vírus da dengue atuais.
O primeiro registro de um provável caso de dengue foi publicado numa enciclopédia médica chinesa da época da dinastia Jin (265-420). Os chineses se referiam à doença como "veneno da água" e sabiam que havia alguma associação com insetos voadores. O principal vetor, o mosquito Aedes aegypti, se espalhou para fora da África durante os séculos XV a XIX, em parte devido ao aumento do comércio de escravos. Houve relatos de epidemias no século XVII, mas os primeiros registros mais plausíveis de dengue datam de 1779 e 1780, quando uma epidemia varreu a Ásia, África e América do Norte. Dessa época até 1940, epidemias de dengue se tornaram frequentes.
Em 1906, a transmissão por mosquitos do gênero Aedes foi confirmada. No ano seguinte, em 1907, foi demonstrado que a dengue é causada por um vírus, tornando-a a segunda doença na história, depois da febre amarela, de etiologia viral confirmada. Posteriormente, pesquisas de John Burton Cleland e Joseph Franklin Siler completaram a compreensão básica da transmissão da dengue.
A acentuada propagação da dengue durante e após a Segunda Guerra Mundial tem sido atribuída a perturbações ecológicas. As mesmas tendências também levaram à disseminação de diferentes sorotipos da doença para novas áreas e ao surgimento da dengue causadora da febre hemorrágica. Esta forma grave da doença foi relatada pela primeira vez em 1953, nas Filipinas. Na década de 1970, a forma grave da doença tornou-se uma das principais causas de mortalidade infantil e apareceu também na região do Pacífico e na América. A dengue hemorrágica e a síndrome do choque da dengue foram observadas pela primeira vez na América do Sul e Central em 1981, a DENV-2 foi contraída por pessoas que haviam sido previamente infectadas com o DENV-1 vários anos antes.

Sinais e sintomas

Curso clínicoNormalmente, as pessoas infectadas com o vírus da dengue são assintomáticas (cerca de 80%) ou apenas apresentam sintomas leves, como uma febre simples. Outros pacientes apresentam a doença de modo mais grave (5%) e uma pequena proporção tem risco de morte.O período de incubação (tempo entre a exposição e o aparecimento dos sintomas) varia de 3 a 14 dias, mas na maioria das vezes é de 4 a 7 dias. Sendo assim, suspeita-se que viajantes que retornem de áreas endêmicas tenham dengue se eles apresentarem febre, ou outros sintomas característicos, que começarem a surgir a partir de 14 dias após retornarem. As crianças muitas vezes apresentam sintomas semelhantes aos do resfriado comum e da gastroenterite (vômitos e diarreia)e têm um risco maior de complicações graves; embora os sintomas iniciais sejam geralmente leves, eles incluem febre alta.
Os sintomas característicos da dengue são febre de início súbito, dor de cabeça (normalmente localizada atrás dos olhos), dores musculares e articulares, além de erupções cutâneas. O nome alternativo para a dengue, "febre quebra-ossos", vem da dor causada em músculos e articulações. O curso da infecção é dividido em três fases: febril, crítica e de recuperação.
A fase febril envolve febre alta, potencialmente acima de 40 °C, associada a dor de cabeça e dor generalizada; esta fase geralmente dura de dois a sete dias. Podem também ocorrer vômitos.A erupção ocorre em 50 a 80% dos pacientes no primeiro ou no segundo dia de sintomas, como pele corada, ou mais tarde no curso da doença (dias 4-7), como uma erupção morbiliforme, (semelhante a causada pelo sarampo). Algumas petéquias (pequenas manchas vermelhas que não desaparecem quando a pele é pressionada, as quais são causadas por ruptura de capilares) podem aparecer nesta fase, assim como algum sangramento leve da membrana mucosa da boca e do nariz. A febre em si é classicamente de natureza bifásica, depois é interrompida e, em seguida, volta durante um ou dois dias, embora muitas vezes haja grande variação na forma como este padrão realmente acontece em cada pessoa.
A fase de recuperação ocorre em seguida, com a reabsorção do líquido que vazou para a corrente sanguínea. Isso geralmente dura de dois a três dias. A melhora é muitas vezes surpreendente e pode ser acompanhada por grave coceira e por uma frequência cardíaca lenta. Outra erupção pode ocorrer, seja maculopapular ou vasculítica, que é seguida por uma descamação da pele. Durante esta fase, pode ocorrer um estado de sobrecarga de líquidos que, seafetar o cérebro, pode causar um redução do nível de consciência ou convulsões no paciente. A sensação de fadiga pode durar algumas semanas em adultos.

Transmissão

A transmissão se faz pela picada do mosquito Aedes aegypti. Eles normalmente picam durante o dia, principalmente no início da manhã e à noite, mas são capazes de morder e espalhar a infecção em qualquer hora do dia, durante todo o ano. Entre as outras espécies de Aedes que transmitem a doença estão o A. albopictus, o A. polynesiensis e o A. scutellaris. Os seres humanos são o principal hospedeiro do vírus, mas também circula em primatas..
A infecção pode ser adquirida através de uma única picada. Uma fêmea do mosquito que se alimenta do sangue de uma pessoa infectada com dengue, durante o período febril inicial de 2 a 10 dias, infecta-se com o vírus nas células que revestem seu intestino. Depois de cerca de 8 a 10 dias, o vírus propaga-se para outros tecidos do inseto, como a glândula salivar do mosquito e assim é subsequentemente liberado em sua saliva. O vírus parece não ter efeito negativo sobre o inseto, que se mantém infectado por toda a vida sem apresentar sintomas. O Aedes aegypti prefere colocar seus ovos em recipientes artificiais de água para viver em estreita proximidade com os seres humanos e para se alimentar de pessoas ao invés de outros seres vertebrados.
A dengue também pode ser transmitida através de sangue e de derivados infectados, além de também poder ser transmitida através da doação de órgãos. Em países como Singapura, onde a dengue é endêmica, o risco é estimado entre 1,6 a 6 para cada 10 000 transfusões de sangue. A transmissão vertical (de mãe para filho) durante a gravidez ou no parto já foi relatada. Outros modos de transmissão de pessoa para pessoa também já foram relatados, mas são muito incomuns. A variação genética no vírus da dengue é específica da região, sugerindo que o estabelecimento da doença em novos territórios é relativamente pouco frequente, apesar da dengue estar emergente em novas regiões do planeta nas últimas décadas.
Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento. Na Ásia e na África alguns macacos silvestres podem contrair dengue e assim serem usados como vetores, porém na América do Sul os macacos demonstraram baixa viremia, provavelmente insuficiente, e não há estudos comprovando que eles podem ser vetores da doença.

Predisposição

A forma grave da doença é mais comum em bebês e crianças pequenas e, em contraste com muitas outras infecções, é mais comum em crianças que estão relativamente bem nutridas. Outro fator de risco para a forma grave da doença incluem: sexo feminino, índice de massa corporal (IMC) elevado, e carga viral. Embora cada sorotipo possa causar todo o espectro de doença, a cepa do vírus é um fator de risco. Acredita-se que a infecção por um sorotipo produz imunidade vitalícia para este determinado tipo, mas a proteção é apenas de curto prazo contra os outros três tipos. O risco de doença grave por infecção secundária aumenta se alguém previamente exposto ao sorotipo DENV-1 contrair o sorotipo DENV-2 e DENV-3, ou se alguém previamente exposto ao DENV-3 adquirir o DENV-2. A dengue pode ser fatal em pessoas com doenças crônicas, como diabetes e asma.
Polimorfismos (variações normais) em genes específicos têm sido associados com um risco aumentado de complicações graves da dengue. Os exemplos incluem os genes que codificam as proteínas conhecidas como TNFα, lectina de ligação a manana, CTLA4,TGFβ, DC-SIGN, PLCE1, e as formas específicas de antígenos leucocitários humanos de variações do gene de HLA-B. Uma anormalidade genética comum em africanos, conhecida como deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase, parece aumentar o risco de contrair dengue. Polimorfismos nos genes para o receptor de vitamina D e FcγR parecem oferecer proteção contra a forma grave da doença na infecção secundária por dengue.

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser considerado em pessoas que desenvolverem febre pelo prazo de duas semanas e que esteja em regiões nos trópicos ou subtrópicos. Pode ser difícil distinguir a febre de dengue da chicungunha, uma infecção viral similar que partilha de muitos de seus sintomas e ocorre em partes similares do mundo em relação a dengue. Muitas vezes, pesquisas são realizadas para excluir outras condições que causem sintomas semelhantes, como malária,leptospirosefebre hemorrágica viralfebre tifoidedoença meningocócicasarampo e gripe.O diagnóstico da dengue é geralmente feito clinicamente, com base nos sintomas relatados e em exames físicos, o que se aplica especialmente em áreas endêmicas. No entanto, os sintomas iniciais da doença podem ser difíceis de diferenciar dos de outras infecções virais. Um diagnóstico provável é feito com base em sinal de febre e de mais dois dos seguintes sintomas: náuseas e vômitos, erupções cutâneas, dores generalizadas, baixa contagem de células brancas do sangue, resultado positivo no teste do torniquete ou qualquer outro sinal de alerta (ver tabela ao lado) em alguma pessoa que viva em uma área endêmica. Sinais de aviso normalmente ocorrem antes do início de um caso de dengue grave. O teste do torniquete, que é particularmente útil em locais onde exames laboratoriais não estão prontamente disponíveis, envolve a aplicação de um torniquete de pressão arterial entre a pressão sistólica e diastólica por cinco minutos, seguido pela contagem de todas as hemorragias petéquias que surgirem; um número maior torna o diagnóstico de dengue mais provável.
A primeira alteração detectável em exames laboratoriais é uma baixa contagem de células brancas do sangue, o que pode ser seguido por baixo nível de plaquetas e acidose metabólica. Níveis moderadamente elevados de aminotransferase(AST e ALT) a partir do fígado são comumente associados com a baixa de plaquetas e de células brancas do sangue. No estágio grave da doença, os resultados indicam de fuga de plasma em hemoconcentração (como indicado por um aumento dos hematócritos) e hipoalbuminemia. Derrames pleurais ou ascites podem ser detectadas por meio de exame físico quando grandes, mas a demonstração de fluido no ultrassom pode auxiliar na identificação precoce da síndrome de choque da dengue. O uso de ultrassom é limitado pela falta de disponibilidade em muitas regiões. A síndrome de choque da dengue está presente se a pressão arterial cai para ≤20 mm Hg, juntamente com o colapso vascular periférico. O colapso vascular é determinado em crianças através de recarga capilar atrasada, aumento da frequência cardíaca ou extremidades frias.

Classificação

A classificação de 2009 da Organização Mundial da Saúde (OMS) divide a dengue em dois grupos: complicadas e graves. Isto substituiu a classificação de 1997 da OMS, que precisava ser simplificada, uma vez que tinha sido considerada muito restritiva, embora a classificação mais antiga ainda seja amplamente utilizada, como pelo Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde para o Sudeste da Ásia em 2011. A dengue grave é definida como aquela associada com hemorragia grave, disfunção orgânica grave ou extravasamento de plasma grave , enquanto todos os outros casos são considerados mais simples. A classificação de 1997 da dengue a dividia em febre indiferenciada, dengue e febre hemorrágica de dengue. A febre hemorrágica da dengue foi subdividido ainda mais em cinco graus diferentes. O grau I é a presença apenas de contusões ou um resultado positivo do teste do torniquete em alguém com febre; o grau II é a presença de sangramento espontâneo na pele e em outros lugares; o grau III é a evidência clínica de choque; enquanto o grau IV é um choque tão grave que a pressão arterial e o pulso não podem ser detectados. Os graus III e IV são referidos como "síndrome de choque da dengue".

Testes de laboratório

Estes testes de laboratório são apenas de valor diagnóstico durante a fase aguda da doença , com exceção da sorologia . Os testes de anticorpos específicos do vírus do dengue, tipos IgG e IgM, podem ser úteis na confirmação de um diagnóstico nas fases mais avançadas da infecção. IgG e IgM são produzidos depois de entre 5 e 7 dias. Os níveis mais altos de IgM são detectados após uma infecção primária, mas o IgM também é produzido na reinfecção. O IgM se torna indetectável entre 30 e 90 dias após a infecção primária, mas após reinfecções. IgG, pelo contrário, permanece detectável por mais de 60 anos e, na ausência de sintomas, é um indicador útil de infecções anteriores. Depois de uma infecção primária, o IgG atinge níveis de pico no sangue após 14-21 dias. Em re-infecções subsequentes, os níveis de pico são geralmente mais elevados. IgG e IgM proporcionam imunidade protetora para o serótipo do vírus infectante. O teste de laboratório para os anticorpos IgG e IgM podem reagir de forma cruzada com outros flavivírus e podem resultar em um falso positivo após infecções recentes ou vacinas com o vírus da febre amarela ou a encefalite japonesa. A detecção de IgG sozinho não é considerada um diagnóstico, a menos que as amostras de sangue sejam coletadas há 14 dias e seja detectado um aumento maior do que quatro vezes nos níveis de IgG específico. Numa pessoa com sintomas, a detecção de IgM é considerada um diagnóstico.O diagnóstico da dengue pode ser confirmado por testes microbiológicos de laboratório. Isto pode ser feito pelo isolamento do vírus em cultura celular, adetecção de ácido nucleico por PCR, a detecção de anticorpos virais (tais como, por NS1) ou de anticorpos específicos (sorologia). O isolamento do vírus e a detecção de ácidos nucleicos são mais precisos do que a detecção de antígenos, mas estes testes não são amplamente disponíveis, devido ao seu maior custo. A detecção de NS1 durante a fase febril de uma infecção primária pode ser superior a 90%, porém apenas entre 60 e 80% em infecções subsequentes. Todos os testes podem ser negativos nas fases iniciais da doença. O PCR e a detecção de antígeno viral são mais precisos nos primeiros sete dias. Em 2012 foi introduzido um teste de PCR, que pode ser executado em equipamentos usados para diagnosticar a gripe; este é susceptível de melhorar o acesso ao diagnóstico baseado em PCR.

Tratamento

Não há nenhuma droga antiviral específica para a dengue, portanto manter o equilíbrio hídrico (hidratação) adequado é importante para o paciente. O tratamento depende dos sintomas apresentados, variando desde terapia de reidratação oral em casa com acompanhamento até a internação com a administração de fluidos intravenosos e/ou transfusão de sangue. A decisão de internação hospitalar geralmente é baseada na presença dos "sinais de alerta" listados acima, especialmente em pessoas com condições de saúde preexistentes.
Durante a fase de recuperação de fluidos intravenosos são interrompidos para evitar um estado de sobrecarga de líquidos. Se a pessoa estiver fora da fase crítica da doença, um ciclo diurético com furosemida pode ser usado para eliminar o excesso de líquido da circulação. Em caso mais graves, quando ocorre perda de fluido estimada em 5% ou mais da massa corporal, é feita uma reidratação endovenosa com um bolus de solução glicofisiológica (1:1 a 1:2) de 10-20 ml/kg mantendo-se infusão contínua numa velocidade inicial de 6-7 ml/kg/hora. (ou seja, injetar soro fisiológico na veia pra repor a água que foi perdida suando, vomitando, urinando e sangrando). Caso não haja melhora inicial aumenta-se a velocidade do soro para 10 ml/kg/h ou até 15 ml/kg/h nos casos refratários. Se não houver melhora, recomenda-se monitorização da pressão venosa e a colocação de sonda vesical de demora para controle da diurese. Após essa fase, não havendo estabilização clínica e laboratorial, avalia-se a necessidade de drogas vasoativas e de sangue total (10ml/kg) para queda importante no hematócrito ou alternativamente plasmaalbumina ou colóides artificiais (10-20ml/kg) no caso de elevação do hematócrito.A hidratação intravenosa normalmente só é necessária durante um ou dois dias. A taxa de administração de fluido é titulada em débito urinário de 0,5–1 mL/kg/h,sinais vitais estáveis e normalização do hematócrito. Procedimentos médicos invasivos, tais como intubação nasogástrica, intramuscular e punções arteriais são evitados, tendo em vista o risco de sangramento. O paracetamol (acetaminofen) é usado para a febre e o desconforto, enquanto anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno e a aspirina, devem ser evitados, visto que podem agravar o risco de hemorragia. A transfusão de sangue é iniciada mais cedo em pacientes com sinais vitais instáveis e no caso de uma diminuição no hematócrito, ao invés de esperar a concentração de hemoglobina diminuir a algum nível de "gatilho de transfusão" pré-determinado. Hemácias ou sangue total são recomendados, enquanto plaquetas e plasma geralmente não são.
Sangramentos podem ocorrer por causa da síndrome de choques da dengue (SCD) e a coagulação do sangue, geralmente agravada por medicamentos coagulantes, faz com que o nível de plaquetas fique abaixo do nível funcional mínimo (trombocitopenia). Nesse caso pode ser necessário transfusão de sangue, caso o soro não seja suficiente ou já tenha sido usado excessivamente. A monitorização hemodinâmica ou da pressão arterial deve ser usada para identificar os casos mais graves. Soluções cristalóides são mais eficazes e econômicas que as colóides. O uso de corticóides é desaconselhado.
Vários novos tratamentos tem sido sugeridos para lidar com as citocinas e toxinas envolvidas na infecção. Tem sido estudados tratamentos com Inibidores do fator ativador de plaquetas (PAF), pentoxifilina, antioxidantes, n-acetilcisteína, além de inibidores das endorfinas naturais como a naloxona e de antagonistas da bradicinina. O uso de inibidores do óxido nítrico pode ser benéfico principalmente nos casos de hipotensão persistente. O uso de infusão contínua de azul de metileno, também mostrou-se benéfico e com toxicidade mínima.

Prevenção

Advogar e criar mobilização social e legislação para assegurar que os organismos e as comunidades de saúde pública sejam reforçadas;Ainda nenhuma vacina preventiva de dengue foi aprovada. A prevenção depende do controle e da proteção contra as picadas do mosquito transmissor. A Organização Mundial da Saúde, recomenda um programa integrado de controle e prevenção que consiste em cinco itens:
  1. A colaboração entre a saúde e outros setores (público e privado);
  2. Uma abordagem integrada para o controle da doença e para maximizar a utilização dos recursos;
  3. Tomada de decisão baseada em evidências para assegurar que quaisquer intervenções sejam direcionados de forma adequada, e
  4. Desenvolvimento das capacidades para garantir uma resposta adequada à situação local.
O método principal para controlar o A. aegypti é eliminando seus habitats. Isto é feito esvaziando recipientes de água, ou por adição de insecticidas ou agentes de controlo biológico a estas áreas, embora a pulverização de insecticidas a base de organofosfato ou piretróide não é considerado eficaz. Reduzir o acúmulo de água através da modificação ambiental é o método preferido de controle, dadas as preocupações do efeito negativo sobre a saúde que o uso de inseticidas causa e também dificuldades logísticas com os agentes de controle.
Há opiniões divergentes quando ao tipo de habitat preferido do mosquito, o Instituto Oswaldo Cruz afirma que o A. aegyptii só deposita seus ovos em água limpa, enquanto as larvas encontradas em águas sujas seriam o mosquito comum Culex ou popularmente "pernilongo"; enquanto vários outros pesquisadores ao longo do tempo determinaram escalas variadas de sujidade da água que variam de água limpa com alguma matéria orgânica presente, água limpa, moderadamente limpa, tanto a água limpa quando a suja, todos os tipos exceto a água extremamente suja como a água de fossa séptica ou poluída com dejetos (urina e fezes), a larva pode existir em água com pouco nutrientes , mas geralmente a água limpa possui fragmentos de nutrientes ou restos orgânicos.
As pessoas podem evitar picadas de mosquitos, vestindo roupas que cubram totalmente a pele, usando mosquiteiros no leito ao dormir e/ou aplicando repelente de insetos sendo o DEET o mais efetivo.

Brasil

No período de 1986 a outubro de 1999, foram registrados, no Brasil, 1 104 996 casos de dengue em dezenove dos vinte e sete estados. Observou-se flutuação no número de casos notificados entre 1986 e 1993, seguido de aumento acentuado no número de notificações no período de 1994 a 1998, com queda em 1999. A média anual, após 1986, foi de 78 928 casos/ano, ficando acima desse valor em 1987, com 82 446 casos; em 1990, com 103 336; em 1995, com 81 608; em 1996, com 87 434; em 1997, com 135 671; em 1998, com 363 010 e 1999, com 104 658 casos. Observou-se a falta de uniformidade quanto ao modo de notificação da distribuição do número de casos, por estado. Alguns não têm dados disponíveis, enquanto outros, como Mato Grosso, apresenta registros fragmentados, não incluindo todas as regiões. Quanto ao estado de São Paulo, verificou-se que foram notificados os casos confirmados por exames de laboratório e, dentre os municípios, não constava o da capital. Em resumo, agrupando por regiões, a Sudeste foi a que registrou o maior número de casos, sendo também a de maior população e disponibilidades de recursos para diagnóstico e notificação. Seguem-se em relação à incidência de dengue as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Norte.No Brasil, existem registros de epidemias de dengue no estado de São Paulo, que ocorreram entre os anos de 1851 e 1853 e em 1916; no Rio de Janeiro, o primeiro registro de dengue epidêmica ocorreu em 1923. Entre essa data e os anos 1980, a doença foi praticamente eliminada do país, em virtude do combate ao vetor Aedes aegypti, durante campanha de erradicação da febre amarela. Observou-se uma nova infestação desse vetor em 1967, provavelmente originada a partir dos países vizinhos, que não obtiveram êxito em sua erradicação. Na década dos anos 1980, foram registrados novos casos de dengue: em 1981 e 1982 em Boa Vista (RR); em 1986 e 1987 no Rio de Janeiro(RJ); em 1986 em Alagoas e Ceará; em 1987 em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e São Paulo; em 1990 no Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro; em 1991 em Tocantins e, em 1992, no estado de Mato Grosso.
No estado de São Paulo, a dengue foi incluída no rol das doenças de notificação compulsória em 1986. Em 1987, foram detectados dois focos da doença na região de Araçatuba, os quais foram controlados. Na região de Ribeirão Preto, a epidemia alcançou o pico em 1991, estendendo-se pelas regiões de São José do Rio Preto, Araçatuba e Bauru, confirmando as previsões de risco crescente de ocorrência da arbovirose.
Como se pôde observar, a doença foi reconhecida há aproximadamente 200 anos e tem apresentado caráter epidêmico e endêmico variado. As mudanças na dinâmica de transmissão da dengue podem ser explicadas pela baixa prevalência do vírus até recentemente, quando houve maior disponibilidade de hospedeiros humanos. O aumento da concentração humana em ambiente urbano propiciou crescimento substancial da população viral. As linhagens, que surgiram antes das aglomerações e movimentações humanas terem início, tinham poucas chances de causar grandes epidemias e terminavam por falta de hospedeiros susceptíveis. Entretanto, as alterações ambientais de natureza antrópica têm propiciado o deslocamento e/ou dano à fauna e flora, bem como o acúmulo de detritos e de recipientes descartáveis. Paralelamente, as mudanças nas paisagens têm promovido alterações microclimáticas que parecem ter favorecido algumas espécies vetoras, em detrimento de outras, oferecendo abrigos e criadouros, bem como a disponibilidade de hospedeiros.Em 2008, a doença volta a atingir os cariocas. Nessa epidemia, foram registrados quase 250 mil casos da doença e 174 mortes em todo o estado (e outras 150 em investigação), sendo 100 mortes e 125 mil casos somente na cidade do Rio de Janeiro. A epidemia de 2008 superou, em número de vítimas fatais, a epidemia de 2002, onde 91 pessoas morreram. Entre 1 de janeiro e 13 de fevereiro de 2010, foram notificados 108.640 pacientes com a doença, 109% a mais que no mesmo período de 2009. Os estados Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia, Goiás e Mato Grosso respondem por 71% desses casos. As altas temperaturas, grande volume de chuvas e o retorno do tipo 1 do vírus explicam parte da epidemia.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Lagoa dos campos em Bom jesus da lapa-BA

Depois de vários meses de seca, que castigou o oeste da Bahia, as chuvas ajudaram no enchimento do rio são francisco.
Mas esta lagoa vinha sofrendo muito, pelo caso que ela não caia água do rio desde 2011 (dois mil e onze). Assim ela veio tragicamente a secar totalmente em outubro de 2015 (dois mil e quinze. ela servia de sustendo para vários pescadores que dependia dela para o sustento das suas famílias.
Agora vou mostra algumas fotos.


Depois de alguns meses que a lagoa secou, ela começa a se recuperar aos poucos, com a água da chuva

o vídeo recente da lagoa em 20/03/2016


  
                             

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Barreiras - BA

Barreiras é um município brasileiro do estado da Bahia. É o décimo segundo município baiano mais populoso. Situada no Extremo Oeste da Bahia, a cidade é cortada pelo Rio Grande, principal afluente da margem esquerda do Rio São Francisco, e é atravessada por três rodovias federais.
Resultado de imagem para barreirasO município é um importante polo agropecuário e o principal centro urbano, político, educacional, tecnológico, econômico, turístico e cultural da região oeste da Bahia. Barreiras, junto às suas cidades circunvizinhas, compõe a maior região agrícola do Nordeste. Além dessas potencialidades, pode-se perceber também intensa atividade comercial abastecendo toda região num raio de 300 km. Hoje, por força de seu grande desempenho nos setores do comércio e da prestação de serviços, Barreiras ocupa posição de destaque entre os maiores centros econômicos e populacionais do estado, e é uma das principais cidades da região nacionalmente conhecida como MATOPIBA.
Nesse contexto de cidade polo regional, Barreiras cada vez mais tem se fortalecido economicamente dado ao seu desenvolvimento em segmentos e setores diversificados dando-lhe um ritmo de desenvolvimento mais acentuado, sustentável e seguro, com fornecimento de serviços diversos ( com destaque na educação e saúde), comércio pujante e agronegócio, forte incremento imobiliário e em construção civil, entre outros segmentos que complementam entre si.
Recentemente, foi divulgado o ranking dos Municípios quanto ao seu IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios) e Barreiras detêm o terceiro lugar dos Municípios da Bahia com 0,721, e sendo o primeiro do interior estando atrás apenas de Salvador e Lauro de Freitas.

História

Na época da chegada dos colonizadores europeus ao Brasil (século XVI), a porção central do país era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, dentre outros.
A região onde está localizada a cidade de Barreiras pertenceu a Pernambuco até meados de 1824. D. Pedro I desligou o atual Oeste da Bahia do território pernambucano como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador. A então Comarca do São Francisco foi o último território desmembrado de Pernambuco, impondo àquele estado uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para os 98.311 km² atuais. Após três anos sob administração mineira, a região foi anexada à Bahia em 1827.
No início da década de 1980, o município passou a receber grande número de produtores rurais migrantes da Região Sul, atraídos pelo seu potencial agrícola.

Economia

Agropecuária

Barreiras se destaca no Agronegócio nacional como grande produtora de algodão plantando 34.491 ha, com 40.291 ha e soja com  128.110 há em um total de 202.892 mil ha conforme dados da AIBA 2012. No que se refere á área irrigada possui 301 pivôs implantados em 33.500 há. É importante ressaltar, possui grande potencial de expansão da área agricultável, pois do total de 789.524 há, se utiliza apenas 34 % dessa área  ainda tendo muito que crescer de forma sustentável e ambientalmente correta na Agricultura e Pecuária.
Apenas como dado comparativo para identificar a sua forte contribuição no Agronegócio, a cidade de Luis Eduardo Magalhães (Ex distrito de Barreiras, Mimoso do Oeste) que se destaca como grande produtora agrícola produz 12.446 há de algodão, 26.944  de milho e 145.705 há de soja e possui 130 pivôs implantados em 14.910 há,  ambas as Cidades com média de produtividade por hectare quase idêntico. Desta feita igualmente com Luis Eduardo, Formosa do Rio Preto, São Desidério, Correntina, Riachão das Neves e outros Municípios do Oeste, Barreiras contribui fortemente para o fortalecimento do Agronegócio na Bahia e Brasil e o seu diferencial para as demais reside na sua localização geográfica privilegiada que a torna centro urbano convergente e de abastecimento regional até mesmo do Sul do Piauí.
Há uma previsão de grande incremento no agronegócio em Barreiras, dado ao interesse de grupos para investimentos na indústria têxtil e confecções, bem como esmagamento de soja e aumento considerável de extensão de suas áreas agricultáveis.
Na pecuária, o incremento e investimento em tecnologia é fato público e notório, não somente no cerrado (na localidade de Placas, por exemplo, que pertence a Barreiras) mas, também, notadamente na região do vale onde surgem novas propriedade rurais,  inclusive com investimentos de grandes grupos  que  estão influenciando positivamente pequenos e médios pecuaristas  a investirem em aprimoramentos tecnológicos sustentáveis o que tem refletido na qualidade e capacidade produtiva de arrobas de carne por hectare, sem falar nos investimentos em genética de ponta em reprodução bovina.
Outro diferencial que destaca Barreiras é que, além de um cerrado altamente produtivo, também possui um vale com grande potencial para a pequena agricultura, piscicultura e pecuária de corte e leite, bem servido de mananciais de água e clima apropriado.

Mineração

Foi encontrado na área do município de Barreiras, o tálio que é um metal muito raro, e só existem três jazidas conhecidas deste mineral no mundo. A mais recente delas encontra-se em Barreiras. Tal jazida encontrada tem potencial de ser maior que as da China e do Cazaquistão, os únicos produtores atuais, pois tem volume capaz de atender toda demanda mundial por seis anos.

Indústria e agroindústria

Barreiras ainda conta com um Distrito Industrial integrado ao sistema estadual com aproximadamente sete indústrias e agroindústrias (com empresas voltadas para o mármore, refrigerantes, velas, sacos plásticos, metalúrgicas, e outros) instaladas e disponibilidade de lotes para futuros empreendimentos.
E no setor agroindustrial encontra se presente no município uma multinacional beneficiando da soja aqui produzida – grãos, farelo e óleo, A Cargill com uma planta industrial em Barreiras. O frigorífico para abate de bovinos, caprinos e ovinos, no município, promove o processo de verticalização da cadeia da carne produzida na região, FriBarreiras. Encontra se também na cidade um frigorífico de abate de frangos do único frigorífico de aves da Região – Avícola Barreiras Ltda., adotando-se o sistema de integração e contando com a transferência de tecnologia da Embrapa Suínos e Aves. Algumas poucas beneficiadoras de arroz estão instaladas.
Também, vê-se a cidade se preparando para as exigências do desenvolvimento, como a qualificação profissional, pois já em andamento a construção com investimento de doze milhões de reais(2014) o complexo FIEB- Federação de Indústrias do Estado da Bahia composto dos serviços  SESI, SENAI e IEL, para educação, qualificação profissional, capacitação empresarial, apoio à inovação, saúde segurança do trabalhador. A Federação das Indústrias já voltou os olhos para Barreiras reconhecendo sua condição de polo regional.

Infraestrutura

Serviços

Exatamente por sua localização privilegiada, em Barreiras se encontram estabelecidas a sede da Universidade regional, aqui se destacando a Reitoria da Universidade Federal do Oeste da Bahia- UFOB (estudos indicam que nos próximos cinco anos sua implantação envolverá mais de cem mil pessoas das mais diversas regiões do país),  a FASB, UNYHANA, UNEB, IFBA,  entre outras (são mais de trinta cursos de nível superior oferecidos), o  Hospital Regional- HO ( Barreiras funciona como centro de regulação do SUS), Superintendência Regional do INSS, Agência Regional da Receita Federal, sede Regional das Justiças Federal e Trabalhista, Representação Regional do Ministério Público Federal, representação do Ministério da Agricultura, representação da Advocacia Geral da União, Polícia Federal, Centro de Detenção Regional, Entrância Especial da Justiça Estadual, 10º Batalhão de Policia Militar e Coordenação Regional da Polícia Militar, Coordenação regional da Polícia Civil, 4º Batalhão de Engenharia e Construção, Corpo de Bombeiros Regional, Aeroporto Regional, IBAMA-Gerência Regional, em andamento a implantação de uma Câmara Especial do Tribunal de Justiça da Bahia a ser composta por quatro desembargadores e diversas gerências e coordenações de órgãos públicos com competência e atribuição regional e a sede da TV Oeste, rede de televisão afiliada à Rede Globo.

Transporte

  • Rodoviário - Em Barreiras, predomina o transporte rodoviário, quer para o escoamento da produção como para a movimentação de passageiros. É quantitativamente expressiva a malha rodoviária. Conta o município com as rodovias federais BR 242, BR 135 e BR 020 e da estadual BA 447.
  • Aéreo - O município conta com o Aeroporto de Barreiras, com pista de 1 559 x 30 m para utilização de aeronaves de pequeno e médio porte. Servem, o município, as empresas aéreas Passaredo Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas, com voos regulares diários para Brasília e Salvador. A partir de 2014 se encontra em andamento a licitação pública para reforma e ampliação do Aeroporto Regional de Barreiras para atender todo o polo regional, com inicio das obras neste mesmo ano.

Telecomunicações e Mídia

Barreiras conta com um canal local de televisão, a TV Oeste, que é afiliada da Rede Globo de Televisão,e que transmite a programação nacional mesclada a telejornais com notícias locais e do estado da Bahia para toda a região, também em sinal digital ; também conta com duas emissoras de rádio AM e duas emissoras FM, Uma sucursal de um jornal estadual e diversas publicações locais. Conta também com todas as empresas operadoras de telefonia móvel e Banda larga.

Abastecimento de Água e Rede de Esgoto

Barreiras é um município bem abastecido de água, sendo a Empresa Baiana de Água e Saneamento a responsável pelo sistema de abastecimento, registrando 28 002 domicílios particulares abastecidos, além de 2 446 ligações comerciais (até maio/2003). Em torno de 90% da população é abastecida pelo fornecimento de água. Já a rede de esgoto da cidade é precária e só está disponível a 20% de toda população. Mas se encontram em andamento as obras de esgotamento sanitário que levarão a 90% da população o serviço da coleta de esgoto.

Educação

Ensino Fundamental e Médio

Os alunos matriculados no município de Barreiras estão assim distribuídos (SEC – 2000):
  • Pré-escola e alfabetização: 2 717 alunos, sendo 2 620 na zona urbana e 97 na rural;
  • Fundamental: 36 340 alunos, sendo 27 518 na zona urbana e 8 822 na rural;
  • Médio: 9 409 alunos somente na zona urbana.
O município conta com os seguintes estabelecimentos de ensino:
  • Estabelecimentos de ensino pré-escola e alfabetização: 44, sendo 17 municipais e 27 particulares;
  • Estabelecimentos de ensino fundamental: 162, sendo 122 municipais, 14 do estado e 26 particulares;
  • Estabelecimentos de ensino médio: 16, sendo 1 federal, 10 do estado e 5 particulares;

Ensino Superior

O município dispõe de várias unidades de ensino superior dentre elas se destacam:
  • Reitoria da Universidade Federal do Oeste da Bahia
  • Campus da Universidade do Estado da Bahia
  • Campus do Instituto Federal da Bahia
  • Faculdade São Francisco de Barreiras
  • Instituto de Educação UNYAHNA
E várias outras. Estas universidades dispõe de uma extensa diversidade de cursos como: Medicina, Nutrição, Ciências Contábeis, Engenharia de Alimentos, Direito,Psicologia, Tecnologia da informação,Publicidade, pedagogia, agronomia,administração, Educação Física, enfermagem, fisioterapia,geologia, Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Ambiental diversas licenciaturas (letras, matemática, física, química, biologia, geografia, história), No âmbito da educação, desenha-se para Barreiras, num futuro próximo, o status de cidade universitária, tanto pela ampliação das atuais unidades existentes, como pela implantação de novas unidades educacionais de nível superior.

Hidrografia

O Município é rico em recursos hídricos. O Rio Grande, Rio de Ondas, o Rio de Janeiro e o Rio Branco são os principais, e formam a bacia do Rio Grande que banha a cidade, e é a maior bacia do lado esquerdo do Rio São Francisco. O Rio de Janeiro é responsável pelos mais belos cartões postais de Barreiras a Cachoeira do Acaba Vida e do Redondo (15 metros).


Turismo


Barreiras é hoje uma cidade de porte médio com um centro comercial e de serviços em pleno desenvolvimento. Começa a despontar no cenário nacional como porta de entrada do mais novo polo de ecoturismo da Bahia, Caminhos do Oeste.

Locais históricos

Arraial da Penha
A 15 km do centro da cidade o Povoado de Arraial da Penha, antigo vilarejo de Buracão, foi o primeiro núcleo urbano de Barreiras. Povoado simples e muito bem conservado, onde na tradicional pracinha fica a capela em homenagem a Nossa Senhora da Penha construída em 1841. O cenário em volta é o mais rural possível. Neste ambiente as mulheres fabricam doces e biscoitos típicos da região. Nos vales férteis os engenhos ainda movidos a tração animal, produzem a cachaça brejeira de forma rudimentar.
Cantinho do Senhor dos Aflitos
No Vale do Rio Branco a 20 km da cidade, encontra-se o Povoado do Cantinho que ficou conhecido por manter viva uma tradição de fé e religiosidade através da devoção ao Senhor dos Aflitos, onde todos os anos no dia 2 de julho acontece uma grande romaria. Durante todo o dia muita animação nas barracas e no final da tarde missa e procissão.
Centro Histórico
No Centro Histórico estão concentradas as ruas e praças mais antigas da cidade e onde ainda podemos apreciar os casarões construídos no final do século XIX e no começo do século XX.
Praça Duque de Caxias
Localizada na Rua Rui Barbosa, Centro Histórico, é a praça mais antiga de Barreiras com o tradicional coreto. Na praça está localizado o prédio onde funcionou o Paço Municipal.
Paço Municipal
Construído no final do século XIX pelo Cel. Francisco Rocha, neste prédio foi instalada a Intendência Municipal, ainda na época do Brasil Colônia, onde por muitos anos funcionou a Prefeitura de Barreiras. O Paço Municipal está localizado na Rua Rui Barbosa, Centro Histórico.
Catedral São João Batista
Construída em estilo mourisco (árabe) e inaugurada em 1925. Sofreu uma grande reforma e foi reinaugurada em junho de 1997. A catedral está localizada na Praça São Batista, Rua 24 de Outubro no Centro Histórico.
Igreja de Santa Terezinha
Construída em 1881, em estilo neoclássico bem conservada, foi a primeira capela de Barreiras. A Igreja de Santa Terezinha está localizada na Praça Amphilóphio Lopes, Centro Histórico.
Mercado cultural Caparrosa
Prédio construído na década de 1950 para abrigar a feira municipal. É um espaço turístico, onde são realizadas apresentações culturais e exposições de artesanatos. O Mercado Caparrosa está situado na Praça Landulfo Alves, Centro Histórico.
Colégio Costa Borges
Prédio ainda em bom estado de conservação, inaugurado em 1927, para funcionar o primeiro Grupo Escolar de Barreiras, na gestão do prefeito Amphilóphio Lopes, sendo sua primeira diretora a professora Guiomar Fábia da Rocha Porto. Endereço: Rua Profª Guiomar Porto - Centro Histórico
Usina Hidrelétrica
Prédio construído em 1928 por Dr. Geraldo Rocha, para abrigar as três turbinas que eram movidas por uma queda d'água artificial, foi a segunda hidrelétrica da Bahia. Endereço: Av. Sebastião Ferreira - Barreirinhas
Antigo Frigorífico Prédio construído na década de 1930 por Geraldo Rocha, durante algum tempo produziu e exportou charque e defumados marcando uma época de prosperidade. Endereço: Av. Eduardo Catalão - Barreirinhas
Casa da Sertaneja Casarão em estilo neoclássico datado de 1919 em bom estado de conservação. Construído por Dr. Geraldo Rocha para sediar a Cia. Sertaneja - Empresa Agropastoril S/A. Em pavilhões distintos funcionava a sede da companhia e o Cine Teatro Ideal, primeiro espaço cultural de Barreiras. Endereço: Av. Presidente Vargas 53 - Centro Histórico.

Filarmônicas

A existência de filarmônicas em Barreiras, segundo registros encontrados, data de 1902. Destacando-se as Filarmônicas "8 de Dezembro" e "24 de Junho". Esta tradição musical mantida através do tempo fez com que a Filarmônica "24 de Junho", composta por músicos de Barreiras e Angical sob a regência do maestro Dulvamerino Coité, o popular Mureco, que foi convidada para tocar na inauguração de Brasília. Atualmente a Banda "26 de Maio" anima os eventos culturais e solenidades da cidade e mantêm viva esta tradição musical.

Comidas típicas

No coração do Oeste Baiano, as comidas típicas na cidade de Barreiras, reúnem diversas influências, com especial destaque para as cozinhas gaúcha e cearense. O tradicional churrasco divide o paladar com pratos inusitados, tipicamente nordestinos, como o pirão de cabeça de surubim e a galinha caipira com pirão de mulher parida. As peixadas e o feijão tropeiro endossam a diversidade de sabores da cidade. Para adoçar o paladar, a sobremesa fica por conta dos doces feitos da fruta, com destaque para o de maracujá nativo e o de buriti. Os Biscoitos, peta, ginete e queijada são os mais clássicos.